Vem a calhar…

Digo isso porque acabei de postar outro post, sobre umas decepções com esse mundinho copyright.

Uma genealogia dos direitos de propriedade do autor

Miguel Caetano traduziu uma parte do artigo “Copyright, Copyleft and the Creative Anti-Commons”, de Anna Nimus; ‘O texto explica bem de que forma é que esse termo foi sendo arquitectado ao longo dos três últimos séculos por entidades (empresas da indústria cultural, advogados e políticos euro-americanos) com a pretensão de defenderem os autores, sem que estes, contudo, tivessem uma palavra a dizer. Nesse sentido, é uma construção histórica e artificial que acompanha a ascensão do capitalismo, tendo servido de sustentáculo legal para a sua expansão global. Na medida em que a propriedade intelectual abrange hoje em dia copyrights/direitos de autor, patentes e marcas registadas, acho que esta ilusão está na raíz de grande parte dos problemas ambientais, económicos, sociais e culturais.’

O autor nem sempre existiu…

Leia mais.

E…:

Caros leitores do Remixtures.com:

Tal como prometi, após o passado domingo ter publicado a tradução para português da primeira parte do ensaio “Copyright, Copyleft and the Creative Anti-Commons” assinado por Anna Nimus (AKA Joanne Richardson e Dmytri Kleiner), continuo esta semana com a tradução da segunda parte, onde o(a)(s) autor(a)(s) elaboram uma crítica demolidora do conceito de propriedade intelectual e do mito do génio criativo, comparando o processo de privatização das ideias ocorrido ao longo do século XVIII com o processo de vedação (enclosures) das terras comuns que quase ao mesmo tempo privou os camponeses do seu meio de subsistência até então. No próximo domingo publicarei aqui a terceira parte.

A segunda parte do texto está aqui.

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