O mosquito ou o pai.

Era uma vez um bom homem e seu filho, um pouco simplório.

O filho, muito honesto, dedicadíssimo ao pai, seguia-o sempre a toda parte.

Num belo dia de verão, na montanha, quando os dois dormiam deitados na relva da floresta, um mosquito pousou na cabeça do pai. O filho despertou. Não sabia o que fazer para agradar ao pai. Por isso mesmo, tomando de um porrete, deu uma porretada no mosquito. O mosquito voou, mas o pai estava morto. É um koan.

Odiamos o inimigo. O inimigo foge e o pai morre.

É como nos admirarmos de nós mesmos para acabar com os outros. Trata-se, na época moderna, de uma atitude muito corriqueira, sobretudo entre os políticos, os homens de Estado. É a crise moderna.

– A Tigela e o Bastão, 120 contos zen narrados por Taisen Deshimaru.

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