O vento envolvia a pele, aos rodopios
E lhe descia no rosto o suor
mal começada a corrida.
Seu corpo desejoso batia forte
os cascos no chão a levantar poeira e barulho
como recompensa à própria façanha
de ter ferro, vigor e fogo
fundindo suas entranhas.
Ele dança em tiro reto.
O Sol passou
a Lua passou
e o tempo ainda fez dois dias para chegar.
Mergulhou força nas coxas por dias e dias
e dias a fio com o peito cortando caminho
até perder conta das aldeias que amedrontou.
Por fim para, exausto, num pleno gozo de seus calores
E nu sob uma árvore há um corpo-lua brilhando
pois o Centauro, à beira do rio,
adormeceu.

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