Aventureiros.

Vamos declarar a independência antes que algum aventureiro o faça:

Nesta etapa, por assim dizer a pré-história da colonização, a figura que se destaca como um tipo ideal é a do aventureiro, pois todas essas atividades constituíam uma autêntica aventura nos trópicos: aventureiros, evidentemente, os piratas e corsários que disputavam o comércio do pau-brasil; aventureiros, também, os capitães e as tripulações portuguesas (estes, muitas vezes aventureiros forçados) das naus que tentavam impedir e expulsar os estrangeiros, reservando para os lusos a exlusividade da exploração e o domínio da terra; aventureiros, enfim, os missionários que se enterravam por esses confins, para engajar o diálogo da conversão do gentio. Dominação política, exploração econômica, missionação, as três vertentes básicas da colonização; três esferas da mesma aventura, porque absolutamente imprevisível. E a figura típica que encarna aqui, neste momento, é a do degredado, isto é, o aventureiro forçado; deles pouco se sabe, além do fato de que foram fundamentais para o destino de nossa experiência.

– fernando novais, Aproximações: estudos de história e historiografia.

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