Debatendo setor dois e meio (2,5) e negócios sociais nos comentários desse post.

E preciso em algum momento procurar livros do Yunus pra ler:

Muhammad Yunus criou então o Banco Grameen, que empresta sem garantias nem papéis, sendo, sobretudo, procurado por mulheres: elas são 97% dos 6,6 milhões de beneficiários. A taxa de recuperação é de 98,85%.

– do artigo sobre o Yunus na wikipedia.

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7 comentários sobre “

    • 🙂

      “Em tese” é uma péssima maneira de iniciar uma frase. Afinal, remete a um plano das idéias que todos sabemos que não existe. Negócio é empresa, esse é o uso mais comum da palavra. E quando você fala, tem que saber que quem manda é o ouvido. Por isso a retórica é tão valiosa…

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      • O que existe e o que não existe só é definido em parte por cada um de nós. Não temos controle.
        Não entendi o: “E quando vc … ouvido”. Também entendo a retórica como valiosa, mas ainda não sei se é por isso. Já que não entendi o isso. 🙂

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  1. Pois é, irmão. Nós definimos em parte, participamos do processo, mas não estamos no controle. Por isso pensar coisas “em teoria” não vale muita coisa. É como ficar achando que tá todo mundo errado porque chama vinagrete de vinagrete, porque na verdade e na origem vinagrete é outra receita e o que todo mundo chama de vinagrete, na verdade, tem outro nome. Quem discutiu isso comigo foi uma chef de cozinha, muito chata por sinal. 😀

    Quando a gente fala quem manda é o ouvido: do outro. A menos que você tenha em mãos veículos de mídia de massa pra repetir mil vezes por dia um significado que você deseja impor, você vai ter que se comunicar como fazemos todos os mortais: compondo sua fala de maneira que o outro a entenda. Se você fala coisas maravilhosas que o outro não entende, elas viram besteira. Se você fala da maneira acertada, atinge o outro em cheio. E é o que todos queremos, não é?

    abraço!

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    • Cara, agora você tocou em dois pontos que dão uma discussão boa e acho eu, válida demais.

      Discordo com você de que pensar coisas ‘em teoria’ não valha muita coisa. Com isso você está separando as concepções de teoria e prática. Uma crítica comum e vazia porque não considera a inter-relação, o imbricamento, as complexidades das realidades. O que eu poderia concordar é que lustramento de teoria por lustramento de teoria apenas não leva à nada. Se for nesse sentido que você está falando, tudo bem.

      Finalmente entendi o que você quis dizer com quem manda é o ouvido. Sim, quem manda é o ouvido. Entendo também que, infelizmente, no mundo cão, precisamos de linguagem instrumental para dar qualquer passo na direção da compra do jantar após a venda do almoço. Raciocinar nesse sentido de incorporar a linguagem que quem me interessa entende parece ser uma coisa bem coerente também.

      Agora, não posso prescindir de teorização. A linguagem constrói, cria, transforma, modifica, tem poder, revela e apaga. Usar um termo como “negócio social” tem embutido em si toda uma carga da linguagem. Passar a entender o metacafé como um “negócio social” passa a ser projetar essa carga de linguagem no metacafé ao ponto de num determinado momento ele realmente passe a ser um “negócio social”. Se é isso que interessa, tudo bem. Entendo tua perspectiva, mas continuo dizendo, agora sem o “em tese”: Qualquer coisa é um negócio; Social é redundância.

      O negócio social está morto! Viva o negócio social!

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      • Demais! 😀

        Sobre teorias, falamos o mesmo. O que chamo de “teoria” é o lustramento de teoria. No sentido importante, da reflexão e da inteligência, teoria tá em tudo e precisa mesmo estar em tudo. Mais um motivo pra não falar em teoria, como se fosse uma coisa separada… Cada coisa tem sua teoria, é uma teoria. E tamos juntos nessa.

        Linguagem instrumental pode ser um bom nome pra essa conversa de bocas e ouvidos… Claro que tem um risco meio cínico aí, meio calculista e até manipulador. Ora, não sejamos inocentes! Mestre Pastinha já dzia: “nunca fui bobo na capoeira não”. Ouça-mo-lo! Com amor e sacanagem e necas de ressentimento.

        De fato estou pensando e investigando esse termo “negócio social”. A idéia é pegar ondas… Tem que ver se a onda é boa, certo? 😉

        Slowfood já entrou no Meta, tudo a ver com a gente. É uma “boa onda”, ajuda a definir melhor nosso projeto. Já “negócio social” ainda vai merecer muito estudo, ainda não tem sentido definido… Mas tem gente interessante atuando, independente de usar ou não o rótulo trata-se de uma rede rica pra nós.

        Tem um cara que acho bacana, um chef paulista que banca a Gastromotiva (http://www.gastromotiva.org) e tá bancando também de ser um negócio social. Olha um comentário que vi dele no blog do projeto:

        “Uma das maiores dificuldades de um negócio social é a própria nomenclatura. Começando pelos termos utilizados: “negócio” já é um termo mal utilizado, na maioria das vezes é usado como conotativo, pejorativo, similar a “qualquer coisa”, usado quando não se sabe definir algo.

        “Para “melhorar”, é acoplada a outra palavra, muito ligada a ONGs – as quais, aqui no Brasil pelo menos, são percebidas pelas pessoas com uma imagem distorcida, sendo mal vistas ou vistas com muita suspeita pela sociedade – que é a palavra: “social”.

        “Pronto. Só pelo nome, a dificuldade em fazer as pessoas se interessarem pelo tema, pelo verdadeiro significado, já é grande. Isso porque, o nome já remete a pré-conceitos enraizados nas pessoas.

        “A fórmula que o nome desses novos empreendimentos possui: Negócio + Social = “qualquer coisa” + “ONG” (assistencialismo, corrupção…)

        http://gastromotiva.blogspot.com/2010/05/negocios-sociais-que-nome-e-esse.html

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