Zen.

Algum dia você morrerá.
Estendido doente em sua cama
à beira de seu último suspiro,
você será assaltado por toda sorte de dor.

Sua mente se inundará
de medos e ansiedades
e você não saberá
o que fazer ou para onde ir.

Só então você perceberá que
não praticou bem.

Os skandhas/agregados
(matéria, sensações, ideias,
impulsos e consciência)
e os quatro elementos em você
se desintegrarão rapidamente,
e sua consciência será lançada
para onde quer que seu retorcido
karma ancestral a conduza.

A impermanência
não hesita.

A morte
não esperará.

Você não será capaz
de estender sua vida
por mais um segundo sequer.

Quantas milhares de vezes mais
terá você que atravessar
os portões do nascimento e da morte.

Se estas palavras são desafiadoras
ou mesmo ofensivas,
permita-as serem um encorajamento
para sua mudança.

Pratique
heroicamente.

Não acumule
posses inúteis.

Não desista.

Estabilize sua mente,
elimine as percepções errôneas,
concentre-se, e não corra
a perseguir os objetos dos seus sentidos.

Pratique diligentemente.

Determine-se em não permitir que seus dias
e meses passem desperdiçados.

– mestre zen guishan lingyou (771-854)

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