Que a imensa pré-história da humanidade é o que nos funda, já o disse Nietzsche. Todo esse passado que já não lembramos, que nunca soubemos; é como ter seus oitenta anos e se lembrar apenas do último. Não saber nada do que se passou, que moldou esse corpo e seus músculos, aquilo que foi alongado e que atrofiou, que se desenvolveu e que estagnou, cada posição em que esse corpo parou até cristalizar sua estrutura óssea, lá pelos vinte anos de idade… Nada. Todo esse registro histórico nos é ilegível, pré-histórico, pois. Vivemos sem alcançar nosso passado, senão o último dos anos, quiça nunca saberemos mais que isso. Vivemos sem saber o que fomos, o que fizemos, como morremos na infinda pré-história de nossa existência. Claro está que não lamento as coisas serem assim, sequer seria honesto julgá-las. São o que são. Aliás, talvez seja até melhor assim.

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