Novos aliados.

Abaixo-assinado rolando no site oficial do grupo Teat(r)oficina Uzina Uzona (reparem que tem um link NOVO ali no canto do blog!).

Abaixo assinado do povo do Bexiga e outras regiões do Brasil e do Mundo, em apoio à construção no entorno tombado do Teatro Oficina, juntamente com Silvio Santos, os Poderes Públicos, Privados, e todo Povo de São Paulo, do “AnhangaBaú da Feliz Cidade”, proposto pelo Teat(r)o Oficina, um dos mais importantes teatros do mundo contemporâneo, que este ano completa seu meio século de existência.

Eles tão perigando perder tudo pro grupo SS, isto é, Sílvio Santos, que quer derrubar tudo por ali e construir… 720 apartamentos.

das coisas lindas de Deus.

Sabe quando a gente vê uma coisa e fica com aquela fézinha boa renovada na humanidade? Pois mirem:

Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.

Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a “res pública”. Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.

Do artigo do José Celso Martinez Corrêa, publicado no Estadão e ecoado na internet, em resposta às opiniães do Caetano, aquele fenômeno de visão política que um dia disse: votemos no Collor!

Em tempo: Zé Celso, muitíssimo obrigado por me devolver a vontade de ir ao teatro!

Os dispostos se atraem.

Que pobreza! Nós sonhamos com outras coisas, mais clandestinas e mais alegres. Não faremos mais concessão alguma, já que necessitamos menos delas. E sempre encontraremos aliados que queiramos e que nos queiram.

- gilles deleuze, Carta a um crítico severo em: conversações.

As regras do jogo.

O jogo já começou e novos jogadores podem entrar a qualquer instante.
O jogo não é competitivo.
Todas as regras podem mudar.
O processo coletivo define a regra.

Que coisa mais linda.

Tire do EIA – Experiência Imersiva Ambiental.

capoeira zen?

Acreditamos no equilíbrio natural das coisas, no equilíbrio entre os povos, entre as energias positiva e negativa, entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, entre o eu e o outro. Na natureza não existe um poder que equilibra a relação entre o cão e o gato, se não ela mesma, na natureza não existe um juiz que diz isto é certo ou errado, na natureza não é necessário um poder para ordenar e equilibrar a caça do leão ou a morte do veado. A natureza não tem Estado, não tem leis, não tem rei ou presidente, a natureza é mãe de si mesma. É o cáos que se ordena através de seu próprio direito de desordenar. Não comandamos a natureza, apenas vivemos dela como simples animais. Então, que direito temos de sermos patrões do saber a ponto de querer ordenar o cáos que a natureza ordena por toda sua eternidade? Não somos proprietarios de nossa propria natureza! Como poderemos então haver o poder de ordená-la? Acreditamos que o equilíbrio nasce naturalmente. Então deixemos que o universo seja soberano naturalmente. Deixemos de pensar que detemos o poder de ordenar. Acreditamos na Capoeira Angola como fruto de nossa natureza, e como na natureza a Capoeira Angola também se equilibra naturalmente. Então deixemos que a Capoeira Angola seja soberana de sua própria natureza, naturalmente. No universo da Capoeira Angola a Roda é uma estrela e nos somos os planetas, uns mais velhos outros mais novos, mas todos em busca de seu próprio lugar e de um equilibrio que só a Capoeira Angola, naturalmente, é capaz de ordenar. Liberdade, solidariedade e respeito para nós todos, Axé Baba, Axé Camarada.

- do site http://www.movimentoangola.com.

Sí sí.

Para mí sólo recorrer los caminos que tienen corazón, cualquier camino que tenga corazón. Por ahí yo recorro, y la única prueba que vale es atravesar todo su largo. Y por ahí yo recorro mirando, mirando, sin aliento.

- don juan, Uma estranha realidade. (de carlos castañeda)

Acho que descobri como vai ser minha primeira casa.

Eco-dome. Uma planta de uma pequena casa, de 40 m², que serve de introdução para os que querem aprender a construir usando superadobe.

Superadobe é uma tecnologia inventada por um iraniano, Nader Khalili, a partir de técnicas tradicionais de construção com terra usadas a milênios no oriente médio, e pertence à Cal-Earth — mas é usada livremente para fins não-comerciais em vários países.

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Para quem tem orelhas redondas…

Mas o que sabe você de mim, uma vez que eu acredito no segredo – quer dizer, na potência do falso – mais do que nos relatos que revelam uma deplorável crença na exatidão e na verdade?

- gilles deleuze, Carta a um crítico severo.

Não é pouca coisa…

Se você acredita que são as bonecas que produzem o Édipo, ou o casamento por si só, é estranho. Édipo não é uma boneca, é uma secreção interna, é uma glândula, e nunca se luta contra as secreções edipianas sem lutar contra si mesmo, sem experimentar contra si mesmo, sem se tornar capaz de amar e de desejar (em vez da vontade choramingona de ser amado, que nos conduz, todos, ao psicanalista). Amores não-edipianos não é pouca coisa.

- gilles deleuze, Carta a um crítico severo.


A afirmação da afirmação.

Por que Dioniso tem necessidade de Ariadne, ou de ser amado? Ele canta uma canção de solidão, reclama uma noiva. É que Dioniso é o deus da afirmação; ora, é necessária uma segunda afirmação para que a própria afirmação seja afirmada. É preciso que ela se desdobre para poder redobrar. Nietzsche distingue claramente as duas afirmações quando diz: “Eterna afirmação do ser, eternamente sou tua afirmação”. Dioniso é a afirmação do Ser, mas Ariadne é a afirmação da afirmação, a segunda afirmação ou o devir-ativo. Desse ponto de vista, todos os símbolos de Ariadne mudam de sentido quando são referidos a Dioniso, em vez de serem deformados por Teseu. Não só a canção de Ariadne deixa de ser a expressão do ressentimento para tornar-se uma pesquisa ativa, uma questão que já afirma (“Quem és… É a mim que tu queres, a mim? A mim — a mim totalmente?”); mas o labirinto já não é o labirinto do conhecimento e da moral, o labirinto já não é o caminho tomado por quem, segurando o fio, vai matar o touro. O labirinto tornou-se o próprio touro branco, Dioniso-touro: “Sou o teu labirinto”. Mais precisamente, o labirinto agora é a orelha de Dioniso, a orelha labiríntica. Ariadne precisa ter orelhas como as de Dioniso a fim de ouvir a afirmação dionisíaca, mas também precisa responder à afirmação ao ouvido do próprio Dioniso. Dioniso diz a Ariadne, “tens pequenas orelhas, tens minhas orelhas, põe aí uma palavra sensata”, sim. Ocorre ainda a Dioniso dizer a Ariadne, por brincadeira: “Por que tuas orelhas não são ainda mais longas?”. Dioniso lhe recorda assim seus erros, quando ela amava Teseu: acreditava que afirmar era carregar um peso, fazer como o asno. Na verdade, porém, com Dioniso Ariadne adquiriu pequenas orelhas: a orelha redonda, propícia ao eterno retorno.

- gilles deleuze, Mistério de ariadne segundo nietzsche.

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Tu, que me lês, estás certo de entender minha linguagem?

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